Palavras – chave (Seminário)

Por Mariana Cyrne e Mariana Silveira

Texto “No balanço da Rede” – Leonardo Cunha

Interação: ação de um objeto físico sobre outro.

Ativismo e passivismo: conceitos que permeiam diversas áreas, como a psicologia, o jornalismo, e também a internet. Nesta última, o conceito ainda é muito questionado. Acredita-se no ativismo do sujeito usuário do meio, uma vez que ele atua o tempo todo, fazendo escolhas e interferindo. Entretanto, a passividade também é colocada em questão, para um sujeito que apenas recebe informações.

No dicionário: Ativo: que atua, diligente, enérgico, vivo;

Passivo: que sofre uma ação, que não exerce uma ação, inerente, indiferente.

Reatividade: uma máquina não é capaz de criar nada autonomamente. Qualquer contribuição dela deve ocorrer segundo a lógica seqüencial de causa e efeito já prevista num momento anterior ao da interação. Dessa forma, pensa-se em um conceito de “reativismo” ou “interação reativa”, uma vez que a interação só acontece porque já se prevê uma resposta.

 

Texto: Jornalismo em ambiente plural? – Notas para discussão da internet enquanto suporte para a prática jornalística - Marcos Palácios

Oferta e demanda: relação entre a demanda (procura de um produto) e a quantidade oferecida. A partir dessa “lei de mercado”, é possível descrever o comportamento preponderante dos consumidores na aquisição de bens e serviços em determinados períodos. Funciona perfeitamente para a internet.

Pluralidade: quantidade atribuída a mais de uma pessoa ou coisa.

Interatividade: tipo de relação com uma máquina que implica em uma reciprocidade de trocas.

Potencialidade: ter potencial; crescimento.

Rede híbrida: rede que envolve diversos recursos em seu ciberespaço (mediação), como som, imagem, texto, dentre outros recursos, advindos desses.

 

 

 

Texto: A semiose da informação webjornalística - Geane Alzamora

Representação da realidade: aquilo que se aproxima muito do que é real, entretando é apenas uma representação.

Fluxo semiótico: modo de fluir com a articulação dos signos verbais e não-verbais, com os diversos sistemas de sinais, de linguagem e suas relações.

3 fases: 1º) mais próximo do reativo. Ex: sites com links lineares, mas com abertura para reclamações e sugestões; 2º) dispõe de recursos mais avançados, recursos de hipertexto e multimídia. Possui uma abertura para participação maior do que a do 1º nível. Ex: chats, enquetes; 3º) abre mais espaço para participação. É mais raro que todos os outros níveis. Ex: Wikipédia.

Credibilidade: qualidade do que é crível, confiável.

Informação efêmera e circunstancial: são informações passageiras, que duram pouco. 

Movimentos na internet: fluxos de informação; interatividade.

 

Texto: A notícia no webjornalismo: arquitetura e leitura da imagem – João Canavilhas

Arquitetura da informação: consiste na estruturação das informações de sistemas computacionais de forma lógica e na criação de soluções quanto á organização visual destas informações. Envolve a organização do fluxo de informação visando torna-la útil e inteligível.

Organização da informação: deve tornar fácil a utilização e o entendimento da informação ao usuário.

6 competências: consistem em – Iconográfica, narrativa, estética, enciclopédica, lingüística- comunicativa e modal. 1º) Iconográfica: representação por imagens; 2º) Narrativa: modo de narra; conto história; 3º) Estética: concernente ao sentimento ou apreciação do belo; 4º) Enciclopédica: obra que contém informações acerca de todos os ramos do saber humano; 5º) Lingüística: estudo científico da linguagem humana em sua totalidade, em sua realidade multiforme e em suas múltiplas relações; 6º) Modal: diz respeito ao modo particular de ser; de fazer alguma coisa.

Imagens em movimento: imagens que mudam de lugar ou posição.

Sincrônico: que ocorre exatamente ao mesmo tempo.

Assincrônico: que não ocorre ao mesmo tempo.

 

Texto: Interações híbridas – Beatriz Bretãs

Manifestações de sociabilidade: urbanidade.

Interações híbridas: recebe diversos elementos (acontece no mundo virtual). 

Atores do ciberespaço: produtores/ leitores de textos que tecem a grande rede midiática.

Características da Internet: proporciona transformação de arquivos e dados, juntamente com funções de correio eletrônico para milhões de usuários ao redor do mundo.

Exemplos 11 de setembro: guerra do Iraque; atentado no metrô de Londres; terrorismo; o mundo se volta para o atentado através de vários meios midiáticos.

BLOGS E JORNALISMO ONLINE – “BLOG COMO SUBVERSÃO DO JORNALISMO PADRÃO” – Mario Tascón e Wagner Barreira

Por Mariana Cyrne Diniz

 

A proliferação dos blogs entre os usuários da internet tem levado as empresas de comunicação a perguntar-se cada vez mais: os blogs e as novas ferramentas da web vão disputar espaço com jornais e revistas e, eventualmente, substituí-los na preferência do leitor?

O cenário da blogosfera – um território paralelo de comunicação -  possibilita a criação do seu próprio espaço de comunicação. O blog é um fenômeno de comunicação, mas ainda não é um fenômeno jornalístico. Ainda que possamos utilizá-lo para esse fim, os meios de comunicação tradicional ainda dominam o mercado vigente.

 

Por um lado, temos na mídia tradicional uma maior confiabilidade, uma vez que essas mídias primam, em sua maioria, pela verificação/apuração dos fatos. Por outro lado, algo que podemos questionar é até quando esse modelo tradicional de jornalismo durará. Temos uma nova geração que nunca pagou para receber informações. É algo naturalmente gratuito. Dessa forma, pode-se questionar até quando uma pessoa, por exemplo, irá a uma banca e comprar um jornal, que no outro dia já não servirá para nada.

 

Estamos diante de um novo fenômeno que subverte a ordem do jornalismo tradicional. Até hoje o jornalismo era considerado o quarto poder, aquele que pautava os novos caminhos de um país. Os blogs hoje subvertem isso. A discussão agora surge da base, ao invés de ser pautada por jornalistas/ jornalismo tradicional.

 

O fenômeno da internet possibilita a comunicação entre comunicador e receptor. E vai além. Possibilita que o receptor também se torne comunicador e transmissor de informações, passam a ter seus pequenos ou grandes meios de comunicação.

 

Além disso, os meios de comunicação passam por crises: o tempo antes usado para a televisão, hoje é utilizado na internet. As tiragens dos jornais são cada vez menores. Esse cenário gera um ambiente propício à criação de espaços alternativos de informação, como os blogs na internet.

 

A internet possibilita a intervenção quase que simultânea dos usuários. Permite a troca de informação textual e fotográfica entre emissores e receptores, que passam a se confundir e a trocarem de papéis o tempo todo.

 

Segundo Mario Táscon, editor do jornal diário espanhol “El Pais“. O periódico oferece um sistema pelo qual os leitores podem “corrigir” os eventuais erros publicados e sugerir correções à equipe de jornalistas. Pode-se notar assim que os veículos de informação têm um caminho a seguir. Não é necessária a desvincularão dos meios, muito menos a decadência sem volta. Os meios precisam se adequar às novas tecnologias presentes no mundo atual.

 

Os blogs são uma ferramenta fantástica para a liberdade de expressão e podem popularizar uma publicação.

 

 

 

 

Por Mariana Santos Silveira

 “A Internet esta mostrando que é basicamente um meio de relacionamento. Hoje a internet tem 20 milhões de usuários, as pessoas estão usando-a para fazerem o que fazem fora dela: conhecer pessoas, bater-papo. Quem busca noticia é uma elite nesse país. As pessoas na Internet querem expressar mais sentimento do que idéias”, afirma Wagner Pereira.

 

“Blog como subversão do jornalismo padrão”

Até quando vai durar a velha forma de fazer jornalismo? Esse é um dos tópicos levantados nessa discussão. Pessoas vão até a banca, compram uma folha de papel que amanha não vai servir pra nada. Existe uma nova geração que nunca pagou para ter noticia, e pra essas pessoas é muito estranho o fato de ir até uma banca e pagar para receber esse tipo de informação. A informação virou algo naturalmente gratuito.

 

Até hoje o jornalismo era o elemento que faltava para a discussão pública. Os jornalistas e os jornais eram o caminho por onde passavam as discussões do publico. O blog veio para modificar isso, a discussão agora surge da base. Esse é um cenário onde você tem possibilidades de criar seu próprio estilo de fazer notícia, e é por isso que o blog não pode ser considerado como um fenômeno de comunicação jornalístico.

 

O jornalismo passa por estâncias de análises, procura ouvir os dois lados, apura, investiga, e isso não ocorre em blogs. Encontramos na mídia tradicional mais confiança. Porém, se no meio digital se perde em objetividade, a contrapartida é que bastante se ganha em participação política. Há mais gente participando do diálogo. Há mais gente disposta a questionar e fazer seu ponto de vista ser ouvido. Há democracia em ebulição. Deixou de haver uma narrativa comum, majoritária.A nova forma do fazer jornalístico através da Internet, facilita a interação do comunicador com o receptor. O que o blog faz é subverter a ordem do jornalismo tradicional.

 

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

E lá vamos nós!

Bem vindos ao Blogdasmaris. Ele foi criado com o intuito de publicarmos trabalhos da disciplina Jornalismo Digital. Neste blog serão postados textos relacionados ao webjornalismo escritos por Mariana Cyrne e Mariana Silveira, do 6º período de Jornalismo, da Universidade FUMEC.