BLOGS E JORNALISMO ONLINE – “BLOG COMO SUBVERSÃO DO JORNALISMO PADRÃO” – Mario Tascón e Wagner Barreira

Por Mariana Cyrne Diniz

 

A proliferação dos blogs entre os usuários da internet tem levado as empresas de comunicação a perguntar-se cada vez mais: os blogs e as novas ferramentas da web vão disputar espaço com jornais e revistas e, eventualmente, substituí-los na preferência do leitor?

O cenário da blogosfera – um território paralelo de comunicação -  possibilita a criação do seu próprio espaço de comunicação. O blog é um fenômeno de comunicação, mas ainda não é um fenômeno jornalístico. Ainda que possamos utilizá-lo para esse fim, os meios de comunicação tradicional ainda dominam o mercado vigente.

 

Por um lado, temos na mídia tradicional uma maior confiabilidade, uma vez que essas mídias primam, em sua maioria, pela verificação/apuração dos fatos. Por outro lado, algo que podemos questionar é até quando esse modelo tradicional de jornalismo durará. Temos uma nova geração que nunca pagou para receber informações. É algo naturalmente gratuito. Dessa forma, pode-se questionar até quando uma pessoa, por exemplo, irá a uma banca e comprar um jornal, que no outro dia já não servirá para nada.

 

Estamos diante de um novo fenômeno que subverte a ordem do jornalismo tradicional. Até hoje o jornalismo era considerado o quarto poder, aquele que pautava os novos caminhos de um país. Os blogs hoje subvertem isso. A discussão agora surge da base, ao invés de ser pautada por jornalistas/ jornalismo tradicional.

 

O fenômeno da internet possibilita a comunicação entre comunicador e receptor. E vai além. Possibilita que o receptor também se torne comunicador e transmissor de informações, passam a ter seus pequenos ou grandes meios de comunicação.

 

Além disso, os meios de comunicação passam por crises: o tempo antes usado para a televisão, hoje é utilizado na internet. As tiragens dos jornais são cada vez menores. Esse cenário gera um ambiente propício à criação de espaços alternativos de informação, como os blogs na internet.

 

A internet possibilita a intervenção quase que simultânea dos usuários. Permite a troca de informação textual e fotográfica entre emissores e receptores, que passam a se confundir e a trocarem de papéis o tempo todo.

 

Segundo Mario Táscon, editor do jornal diário espanhol “El Pais“. O periódico oferece um sistema pelo qual os leitores podem “corrigir” os eventuais erros publicados e sugerir correções à equipe de jornalistas. Pode-se notar assim que os veículos de informação têm um caminho a seguir. Não é necessária a desvincularão dos meios, muito menos a decadência sem volta. Os meios precisam se adequar às novas tecnologias presentes no mundo atual.

 

Os blogs são uma ferramenta fantástica para a liberdade de expressão e podem popularizar uma publicação.

 

 

 

 

Por Mariana Santos Silveira

 “A Internet esta mostrando que é basicamente um meio de relacionamento. Hoje a internet tem 20 milhões de usuários, as pessoas estão usando-a para fazerem o que fazem fora dela: conhecer pessoas, bater-papo. Quem busca noticia é uma elite nesse país. As pessoas na Internet querem expressar mais sentimento do que idéias”, afirma Wagner Pereira.

 

“Blog como subversão do jornalismo padrão”

Até quando vai durar a velha forma de fazer jornalismo? Esse é um dos tópicos levantados nessa discussão. Pessoas vão até a banca, compram uma folha de papel que amanha não vai servir pra nada. Existe uma nova geração que nunca pagou para ter noticia, e pra essas pessoas é muito estranho o fato de ir até uma banca e pagar para receber esse tipo de informação. A informação virou algo naturalmente gratuito.

 

Até hoje o jornalismo era o elemento que faltava para a discussão pública. Os jornalistas e os jornais eram o caminho por onde passavam as discussões do publico. O blog veio para modificar isso, a discussão agora surge da base. Esse é um cenário onde você tem possibilidades de criar seu próprio estilo de fazer notícia, e é por isso que o blog não pode ser considerado como um fenômeno de comunicação jornalístico.

 

O jornalismo passa por estâncias de análises, procura ouvir os dois lados, apura, investiga, e isso não ocorre em blogs. Encontramos na mídia tradicional mais confiança. Porém, se no meio digital se perde em objetividade, a contrapartida é que bastante se ganha em participação política. Há mais gente participando do diálogo. Há mais gente disposta a questionar e fazer seu ponto de vista ser ouvido. Há democracia em ebulição. Deixou de haver uma narrativa comum, majoritária.A nova forma do fazer jornalístico através da Internet, facilita a interação do comunicador com o receptor. O que o blog faz é subverter a ordem do jornalismo tradicional.

 

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 


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